{"id":104,"date":"2019-03-15T10:54:00","date_gmt":"2019-03-15T13:54:00","guid":{"rendered":"https:\/\/demo-newscrunch.spicethemes.com\/demo-three\/?p=104"},"modified":"2025-06-12T19:08:04","modified_gmt":"2025-06-12T22:08:04","slug":"a-travessia-dos-farois-do-cassino-ao-chui","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/2019\/03\/a-travessia-dos-farois-do-cassino-ao-chui\/","title":{"rendered":"A Travessia dos Far\u00f3is, do Cassino ao Chu\u00ed"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A 1\u00aa etapa do&nbsp;<a href=\"http:\/\/4extremos.montanhas.eco.br\/w3\/o-projeto\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">projeto 4 Extremos do Brasil<\/a>.<\/h2>\n\n\n\n<p>Foram 230km caminhando, um pouco mais talvez.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">12 caminhantes.<\/h2>\n\n\n\n<p>Um grupo unido do in\u00edcio ao fim com Ana Paula Micieli, Barbara Amaral, B\u00e1rbara Franz, Celeste Viana, Camila Coubelle, Erick Sanz, Jaminsom Paiva, Lav\u00ednia Schwantes, Marcos Carrasqueira, Rose Furriel, Sueli Oliveira, Tereza Rocha, v\u00e1rios integram associa\u00e7\u00f5es excursionistas cariocas como o CEB, CEG e CERJ. Contamos com o apoio log\u00edstico da Dunes com o Jos\u00e9 Fernandes, o Renato e a Emilia, com uma camionete 4\u00d74, alimenta\u00e7\u00e3o em todos os dias e nossas mochilas e barracas que seguiam numa carretilha para todos caminharem leves.<\/p>\n\n\n\n<p>Come\u00e7amos nos molhes Barra do Cassino, local de sa\u00edda de navios do porto de Rio Grande e tamb\u00e9m um ponto tur\u00edstico.<\/p>\n\n\n\n<p>Dali em diante tudo era como uma reta quase infinita que terminava no horizonte \u00e0 nossa frente e come\u00e7ava no horizonte \u00e0s nossas costas.<\/p>\n\n\n\n<p>Um abismo horizontal. Agora entendemos porque ganhou esse apelido.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A natureza foi generosa. E poderosa.<\/h2>\n\n\n\n<p>S\u00f3 mostrou a sua for\u00e7a em poucos momentos e nos presenteou com uma caminhada agrad\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Na primeira noite o vento e o frio fizeram a todos usar o m\u00e1ximo de roupas quentes, mas nos dias e noites seguintes er\u00e1 s\u00f3 calor, e o saco de dormir virou um travesseiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas na \u00faltima noite, a natureza pareceu dizer: poupei voc\u00eas pois tem cora\u00e7\u00e3o bom. E ao inv\u00e9s de mandar aquela tempestade el\u00e9trica intensa que v\u00edamos ao longe, mandou um vento sul poderoso que desmontou o acampamento antes das 3h come\u00e7ando com uma \u201cchuva\u201d de areia fina que entrava por todos os orif\u00edcios da barraca, caia do teto, das janelas de teladas, do menor orif\u00edcio entrava areia. E a barraca se envergava a mais de 45\u00ba graus. A rea\u00e7\u00e3o foi autom\u00e1tica: ficar sentado segurando as varetas junto com o sobre-teto da barraca para n\u00e3o quebrarem e torcendo para passar. Foram os 15 minutos mais longos do acampamento, balan\u00e7ando de um lado para o outro e avaliando o momento que levantaria voo. Consegui colocar o t\u00eanis dentro da barraca sem usar as m\u00e3os, coloquei os \u00f3culos seguran\u00e7a, as luvas e pensava que devia ter trazido meu capacete de escalada para o caso de sair voando com a barraca e cair em algum lugar. TODOS os espeques abaulados e largos j\u00e1 tinham se soltado e faziam uma sinfonia batendo um nos outros pois estavam amarrados no sobre-teto.<\/p>\n\n\n\n<p>Ironicamente, eu fiquei no local mais exposto, sobre um terreno arenoso com poucas plantas. Perto de mim havia um arroio com po\u00e7o de banho e me imaginava sendo arrastado dentro barraca e o momento de trancar a respira\u00e7\u00e3o para abrir a barraca e sair dela sem me afogar.<\/p>\n\n\n\n<p>Naquele momento um colega que tinha acampado num local protegido e chegou dizendo que devia sair naquele momento e levar a barraca para outro local. E fiz isso com sua ajuda, carregando tudo dentro, j\u00e1 com v\u00e1rias varetas quebradas. A seguir, comecei a ajudar o resto do grupo a se transladar para um local mais seguro e vi que outros, como eu, tamb\u00e9m estavam sentados dentro de suas barracas segurando as varetas para n\u00e3o quebrarem. E todos se mudaram durante a noite. Est\u00e1vamos como flagelados. E \u00e9ramos. Uma hora depois tudo volta a calmaria. Foi adrenalina, uma emo\u00e7\u00e3o para nunca esquecer. A m\u00e3e natureza se despediu de n\u00f3s na \u00faltima noite.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Aumentamos para 18 caminhantes.<\/h2>\n\n\n\n<p>Fizemos muitos amigos, humanos e n\u00e3o humanos. Logo entre o segundo e terceiro dia conhecemos o Alberto Farber, caminhante solo de SC que se uniu ao grupo. E, desde o in\u00edcio da trilha na praia do Cassino, tr\u00eas fieis amigos quadr\u00fapedes nos encontraram e numa sinergia especial se tornaram parceiros de caminhada pelos pr\u00f3ximos 230 km, alegrando a todos. E, quase na metade, uma cadela e um filhote surgiram de uma das fazendas de Pinus Eliottis e nos seguiram. Num momento \u00e9ramos 18 os caminhantes. Se soubessem com o m\u00ednimo de consci\u00eancia o que lhes esperava certamente os quadr\u00fapedes n\u00e3o teriam nos acompanhado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Travessia dial\u00e9tica. Caminham juntos a felicidade e a tristeza, a alegria e a dor, a vida e a morte.<\/h2>\n\n\n\n<p>Vimos 3 ou 4 baleias mortas, algumas eram s\u00f3 esqueletos de muito tempo atr\u00e1s\u2026 Le\u00f5es e lobos marinhos mortos. 4 enormes tartarugas mortas, uma delas enrolada numa rede. 1 pinguim morto e outros bichos. Enormes barcos que sucumbiram aos bancos de areia trai\u00e7oeiros. Milh\u00f5es de conchas de todos os tamanhos e tipos que s\u00e3o as marcas que sobraram daqueles moluscos que um dia ali viveram. Vimos bandos de p\u00e1ssaros ca\u00e7ando em grupo. Paisagens lindas e buc\u00f3licas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A dor da despedida.<\/h2>\n\n\n\n<p>Mas o mais doloroso para todos foi a morte de um dos 18 caminhantes. Esses c\u00e3es se acostumam correr e latir aos ve\u00edculos que passam, caminh\u00f5es, carros e motos, sem no\u00e7\u00e3o do perigo. E num dia, um dos nossos c\u00e3es com o apelido carinhoso de Carni\u00e7a, parecido com um lobo, foi atropelado pelo ve\u00edculo ao qual latia e morreu quase instantaneamente com o pesco\u00e7o quebrado. N\u00e3o tinha sangue. Eu vinha por \u00faltimo e vi o Carni\u00e7a morto, n\u00e3o acreditava que fosse ele\u2026 ao longe vinham retornando duas amigas a p\u00e9 por quase 2 km, trazendo uma p\u00e1 para preparar seu t\u00famulo na areia. Foi triste e extremamente doloroso. N\u00e3o h\u00e1 palavras para descrever quando a morte bate ao seu lado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda tivemos que socorrer a cadela e o filhote que sa\u00edram da fazenda e nos seguiram. Ela n\u00e3o aguentava mais andar e a deixamos na praia do Hermenegildo, a 100 km de sua casa, para que pelo menos ali estivesse com mais seguran\u00e7a que abandonada numa cidade cheia de carros. E tentamos localizar seus donos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um cemit\u00e9rio de barcos.<\/h2>\n\n\n\n<p>Nem os gigantes met\u00e1licos s\u00e3o poupados e encalhar nos bancos de areia que se estendem por longas dist\u00e2ncias \u00e9 comum. Relatam mais de uma centena de naufr\u00e1gios, alguns j\u00e1 s\u00e3o famosos pontos tur\u00edsticos como o Altair e o Pr\u00edncipe de Gales. O mais recente naufragou ali faz 3 meses, ainda inteiro com seus quase 20 metros de comprimento jaz tombado para sempre nas areias ardilosas dessa enorme praia. Outros j\u00e1 foram lentamente engolidos pelas areias e sua estrutura pode ser vista com o refluxo das ondas.<\/p>\n\n\n\n<p>Cada trecho percorrido tinha entre 30~35km e era uma vit\u00f3ria, uma comemora\u00e7\u00e3o. Quer\u00edamos caminhar mas as bolhas nos p\u00e9s e dores obrigaram alguns a pegar carona no carro de apoio. Aquela regi\u00e3o \u00e9 in\u00f3spita e isolada, todos precisam se unir e esse \u00e9 o sentimento predominante.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Os Far\u00f3is.<\/h2>\n\n\n\n<p>Foram 4 Far\u00f3is. Primeiro foi o Sarita, fechado e com funcionamento autom\u00e1tico, acampamos logo depois dele. O segundo foi o Verga, o menor de todos. O maior e mais belo foi o Farol do Albard\u00e3o. Subimos ao seu topo e vimos o por do sol do seu alto. E no t\u00e9rmino da travessia chegamos ao Farol do Chu\u00ed.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O Deserto do Albard\u00e3o.<\/h2>\n\n\n\n<p>No quarto dia, segui com o carro de apoio para filmar o grupo e ter mais tempo de cruzar o Deserto do Albard\u00e3o, cujo nome deserto \u00e9 s\u00f3 uma alcunha de quem o admira. Uma caminhada de 5 km em 1,5 hora por dunas e areias iguais por todos os lados at\u00e9 chegar na Lagoa Mangueira, cujas \u00e1guas me esperavam para um mergulho solit\u00e1rio indescrit\u00edvel, como um renascimento. \u00c9 um lugar belo e buc\u00f3lico que lembra os Len\u00e7\u00f3is Maranhenses e as Dunas do Jalap\u00e3o, e far\u00e1 sempre parte das nossas travessias. (Sim, vamos repetir!).<\/p>\n\n\n\n<p>Quil\u00f4metro ap\u00f3s quil\u00f4metro, fomos vencendo a dist\u00e2ncia intermin\u00e1vel e a chegada aos molhes da Barra do Chu\u00ed foi uma festa com gosto de vit\u00f3ria para cada um. A miss\u00e3o estava cumprida. Muitas bolhas, esparadrapos, dores nos ossos, todos queimados de sol, alguns mancando\u2026&nbsp;<strong>N\u00f3s vencemos o desafio!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No dia seguinte fomos visitar o lado uruguaio do Chu\u00ed, numa avenida chamada Brasil onde uma cal\u00e7ada \u00e9 o Brasil e a outra cal\u00e7ada \u00e9 o Uruguai. E depois iniciar a volta para casa.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Come\u00e7amos a caminhar por 7 dias nos molhes Barra do Cassino, local de sa\u00edda de navios do porto de Rio Grande e tamb\u00e9m um ponto tur\u00edstico.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":925,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5,1],"tags":[],"ppma_author":[56],"class_list":["post-104","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-projetos","category-relatos"],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/cassino-ao-chui-capa-evento01.jpg",1200,675,false],"thumbnail":["https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/cassino-ao-chui-capa-evento01-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/cassino-ao-chui-capa-evento01-300x169.jpg",300,169,true],"medium_large":["https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/cassino-ao-chui-capa-evento01-768x432.jpg",640,360,true],"large":["https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/cassino-ao-chui-capa-evento01.jpg",640,360,false],"1536x1536":["https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/cassino-ao-chui-capa-evento01.jpg",1200,675,false],"2048x2048":["https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/cassino-ao-chui-capa-evento01.jpg",1200,675,false],"enternews-slider-full":["https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/cassino-ao-chui-capa-evento01.jpg",1200,675,false],"enternews-featured":["https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/cassino-ao-chui-capa-evento01-1024x576.jpg",1024,576,true],"enternews-medium":["https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/cassino-ao-chui-capa-evento01-720x475.jpg",720,475,true]},"author_info":{"info":["Erick Eas               \n            "]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/category\/projetos\/\" rel=\"category tag\">Projetos<\/a> <a href=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/category\/relatos\/\" rel=\"category tag\">Relatos<\/a>","tag_info":"Relatos","comment_count":"0","authors":[{"term_id":56,"user_id":2,"is_guest":0,"slug":"webmaster","display_name":"Erick Eas","avatar_url":{"url":"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Erick-naProa_FotoLucas_close.jpg","url2x":"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Erick-naProa_FotoLucas_close.jpg"},"author_category":"1","first_name":"Erick","last_name":"Eas","user_url":"","job_title":"","description":"Erick Edgar Aliaga Sanz \u00e9 explorador e empreendedor apaixonado por natureza e desafios ao ar livre. Bacharel em Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica pela FGV\/RJ, tamb\u00e9m cursou Engenharia Eletr\u00f4nica na PUC\/RJ, mas foi nas trilhas e montanhas que encontrou seu verdadeiro caminho. J\u00e1 subiu diversas vezes nove das dez montanhas mais altas do Brasil, realizou nove expedi\u00e7\u00f5es ao Monte Roraima, tr\u00eas travessias pela Serra Fina em dois dias, quase vinte pela hist\u00f3rica Trilha do Ouro e oito travessias Petr\u00f4-Ter\u00ea em apenas um ou dois dias, e diversas outras pela Am\u00e9rica do Sul.\r\n\r\nNa Amaz\u00f4nia, organizou expedi\u00e7\u00f5es independentes ao Pico da Neblina, Monte Cabura\u00ed, Serra do Arac\u00e1, Parque do Ja\u00fa e outros destinos pouco explorados. Atualmente, conduz o projeto Quatro Extremos do Brasil, que une aventura e registro cultural, relevando os povos origin\u00e1rios e ancestrais que vivem nos pontos mais distantes, Sul, Norte, Oeste e Leste, do territ\u00f3rio nacional. Al\u00e9m das expedi\u00e7\u00f5es, foi produtor executivo de cinema, editor de jornais e revistas, fundou e presidiu associa\u00e7\u00f5es e empresas. Associado do <a href=\"https:\/\/www.ceb.org.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> CEB<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.cerj.org.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> CERJ<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.carioca.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> CEC<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.ceubrasil.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> CEU<\/a>, foi membro do <a href=\"https:\/\/www.guanabara.org.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> CEG<\/a> e da <a href=\"https:\/\/feemerj.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> FEMERJ<\/a>, associa\u00e7\u00f5es de montanhismo do RJ e SP. \u00c9 um defensor das causas ind\u00edgenas, sociais e ambientais.\r\n"}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/104","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=104"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/104\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":926,"href":"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/104\/revisions\/926"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-json\/wp\/v2\/media\/925"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=104"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=104"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=104"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=104"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}