{"id":460,"date":"2024-04-23T12:46:35","date_gmt":"2024-04-23T15:46:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/?p=460"},"modified":"2025-06-22T02:18:11","modified_gmt":"2025-06-22T05:18:11","slug":"expedicao-ao-yaripo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/2024\/04\/expedicao-ao-yaripo\/","title":{"rendered":"Expedi\u00e7\u00e3o ao Pico da Neblina: uma jornada ao topo do Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p><span style=\"font-size:12px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">COMO ORGANIZAMOS<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma Montanha na Neblina e na Mem\u00f3ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Pico da Neblina \u00e9 o ponto culminante do Brasil, com 2.995,30 metros de altitude confirmados em 2015. Localizado na fronteira com a Venezuela, ao norte do estado do Amazonas, est\u00e1 inserido dentro do Parque Nacional do Pico da Neblina e da Terra Ind\u00edgena Yanomami. Ao lado dele, a apenas 1,5 km de trilha, est\u00e1 o Pico 31 de Mar\u00e7o \u2014 a segunda maior eleva\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, com 2.974,18 metros. Ambos est\u00e3o na serra do Imeri, na fronteira com a Venezuela e acess\u00edveis tanto pelo Brasil como pela Venezuela. L\u00e1 se chamam, respectivamente, Cerro de la Neblina e Pico Phelps, homenagem ao ornit\u00f3logo William H. Phelps.<\/p>\n\n\n\n<p>Alcan\u00e7ar o Yaripo, como os Yanomami o chamam, \u00e9 uma fa\u00e7anha que combina montanhismo, log\u00edstica, pol\u00edtica indigenista, respeito ambiental e resili\u00eancia f\u00edsica. Mas, acima de tudo, \u00e9 um exerc\u00edcio de humildade diante da for\u00e7a da natureza e da sabedoria ancestral.<\/p>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma Demanda pela Presen\u00e7a Consciente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para n\u00f3s, montanhistas, o acesso ao Yaripo representa muito mais do que uma simples aventura. Vivemos o montanhismo como modo de vida, como esporte, como forma de conex\u00e3o com a natureza e de defesa do meio ambiente e de seus habitantes \u2013 sejam eles humanos, animais ou plantas. Organizamo-nos em associa\u00e7\u00f5es e federa\u00e7\u00f5es, treinamos, fazemos cursos de montanhismo, de escalada, de resgate, de 1\u00bas socorros, de orienta\u00e7\u00e3o, de sobreviv\u00eancia, entre outras t\u00e9cnicas, e nos preparamos para cada expedi\u00e7\u00e3o com responsabilidade e respeito. Investimos em equipamentos especializados. N\u00e3o praticamos a atividade como turismo. Um turista n\u00e3o investe no que fazemos e nem sobe in\u00fameras vezes a mesma montanha por sua conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar disso, nosso segmento foi ignorado no projeto de ecoturismo Yanomami, o que torna nossa presen\u00e7a ali ainda mais significativa: queremos estar e voltar, com respeito, em di\u00e1logo com os povos da floresta. Cremos que o modelo do plano de visita\u00e7\u00e3o ao Yaripo foi baseado em padr\u00f5es de uma realidade estrangeira pois no Brasil pouqu\u00edssimos montanhistas podem investir de 3 e 5 mil d\u00f3lares para subir ao Pico da Neblina sem ter patroc\u00ednio, custo que se chega com o pre\u00e7o exercido pelas ag\u00eancias e mais as passagens a\u00e9reas.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00f3s montanhistas fomos considerados como turistas que buscam uma ag\u00eancia para lhes dar tudo pronto. No lan\u00e7amento do plano de visita\u00e7\u00e3o, as regras estabelecidas deram exclusividade a tr\u00eas ag\u00eancias de turismo para organizar as expedi\u00e7\u00f5es ao Pico da Neblina [link]. E na segunda licita\u00e7\u00e3o [link] somente duas ag\u00eancias se habilitaram.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso nos motivou a refor\u00e7ar nossa presen\u00e7a \u00e9tica: queremos estar ali n\u00e3o apenas uma vez, mas construir pontes que viabilizem a continuidade de expedi\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis e respeitosas ao projeto do plano de visita\u00e7\u00e3o ao Yaripo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Desejamos que os Centros Excursionistas, que tem essa expertise, possam <strong>organizar expedi\u00e7\u00f5es independentes n\u00e3o comerciais e a pre\u00e7o de custo<\/strong> ao Yaripo, como fazem em outras unidades de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Contribui\u00e7\u00e3o social \u00e0 comunidade<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/20240404_161048.jpg\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1366\" height=\"629\" src=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/20240404_161048-1366x629.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1350\" style=\"width:267px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/20240404_161048-1366x629.jpg 1366w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/20240404_161048-300x138.jpg 300w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/20240404_161048-768x354.jpg 768w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/20240404_161048-1536x708.jpg 1536w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/20240404_161048-1024x472.jpg 1024w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/20240404_161048.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1366px) 100vw, 1366px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Entrega dos medicamentos no posto de sa\u00fade ind\u00edgena (DSEI Yanomami).<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Tomamos conhecimento da necessidade de muitos rem\u00e9dios para a farm\u00e1cia do posto de sa\u00fade dos Yanomamis. Ent\u00e3o, sob orienta\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico respons\u00e1vel, conseguimos obter in\u00fameras doa\u00e7\u00f5es de rem\u00e9dios e medicamentos numa corrente de dezenas de pessoas apoiando. E levamos conosco para entregar no primeiro dia da nossa expedi\u00e7\u00e3o, como sempre fizemos em outras expedi\u00e7\u00f5es. Veja os detalhes em https:\/\/www.montanhas.eco.br\/doacoes <\/p>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nosso Planejamento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Montamos nosso cronograma exatamente como orientava o plano de visita\u00e7\u00e3o. Fomos dias antes para preparar a expedi\u00e7\u00e3o. Os voos da Azul entre Manaus e S\u00e3o Gabriel da Cachoeira s\u00e3o somente nas ter\u00e7as e s\u00e1bados (mas podem mudar sem aviso pr\u00e9vio!).<\/p>\n\n\n\n<p>O planejamento e organiza\u00e7\u00e3o dessa expedi\u00e7\u00e3o levou em conta todas as vari\u00e1veis poss\u00edveis. Consideramos custos diretos e indiretos, imprevistos e extras, envolvendo durante os 10 dias da expedi\u00e7\u00e3o um total de 33 integrantes na equipe local al\u00e9m do grupo de dez montanhistas. Achamos que essa estrutura poderia ser menor.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os preparativos fundamentais, foi necess\u00e1rio:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>\u25a0 Estabelecer acordos com a AYRCA (Associa\u00e7\u00e3o Yanomami respons\u00e1vel pelo ecoturismo), com o ISA e ICMBio;<\/li>\n\n\n\n<li>\u25a0 Preencher e entregar toda a documenta\u00e7\u00e3o exigida;<\/li>\n\n\n\n<li>\u25a0 Comprar alimentos tanto para os montanhistas quanto para os Yanomami;<\/li>\n\n\n\n<li>\u25a0 Adquirir combust\u00edveis localmente;<\/li>\n\n\n\n<li>\u25a0 Contratar os \u201ctoyoteiros\u201d \u2014 motoristas locais com Toyotas adaptados;<\/li>\n\n\n\n<li>\u25a0 Reservar hospedagem em S\u00e3o Gabriel da Cachoeira;<\/li>\n\n\n\n<li>\u25a0 Viajar at\u00e9 S\u00e3o Gabriel da Cachoeira via Manaus.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>&nbsp;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>____________________CRONOGRAMA____________________<\/strong><\/p>\n\n\n\n<table width=\"75%\" border=\"1\">\n  <tr> \n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\"><strong>10 DIAS OFICIAIS<\/strong><\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\"><strong>O PLANO DE VISITA&Ccedil;&Atilde;O<\/strong><\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\"><strong>A NOSSA EXPEDI&Ccedil;&Atilde;O<\/strong><\/font><\/td>\n  <\/tr>\n  <tr> \n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">&nbsp;<\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">&nbsp;<\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">23\/04 SAB &#8211; IDA \n      antecipada pr&eacute;-produ&ccedil;&atilde;o<br>\n      Voo Azul Manaus-&gt;SGC IDA 11:15-12:55<\/font><\/td>\n  <\/tr>\n  <tr> \n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">&nbsp;<\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">&nbsp;<\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">24\/03 &#8211; pr&eacute;-produ&ccedil;&atilde;o<\/font><\/td>\n  <\/tr>\n  <tr> \n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">&nbsp;<\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">&nbsp;<\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">25\/03 &#8211; pr&eacute;-produ&ccedil;&atilde;o<\/font><\/td>\n  <\/tr>\n  <tr> \n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">DIA ZERO <br>\n      Viagem a SGC<br>\n      <\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">&nbsp;<\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">DIA 01 &#8211; 26\/03 TER \n      &#8211; IDA &#8211; Chegada do grupo<br>\n      11:15-&gt;12:55 &#8211; Voo 4774 Azul Manaus-&gt;SGC \/ Hotel<\/font><\/td>\n  <\/tr>\n  <tr> \n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">1&deg; DIA 4&#215;4<br>\n      e barco <br>\n      <\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">VIAGEM de S&atilde;o \n      Gabriel at&eacute; Maturac&aacute; <br>\n      Toyotas 4&#215;4 88km e Voadeira 139km\/6h<\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">DIA 02 &#8211; 27\/03 QUA \n      &#8211; (1&ordm;d)<br>\n      SGC-&gt;Acamp Maturac&aacute;, Toyota \/ Voadeira<\/font><\/td>\n  <\/tr>\n  <tr> \n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">2&deg; DIA trilha<\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">TRILHA da sede at&eacute; \n      o Acampamento<br>\n      Irokae (130m de altitude) <br>\n      voaderia 44km\/2h e Trilha 8km\/3h<br>\n      <\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">DIA 03 &#8211; 28\/03 \n      QUI &#8211; (2&ordm;d) <br>\n      Voadeiras \/ trilha \/ Acamp Irokae<\/font><\/td>\n  <\/tr>\n  <tr> \n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">3&deg; DIA trilha<\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">TRILHA do Acampamento \n      Irokae at&eacute; <br>\n      Acampamento Bebedouro Novo <br>\n      (866m de altitude) e Trilha 14km\/10h 750m<br>\n      <\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">DIA 04 &#8211; 29\/03 \n      SEX &#8211; (3&ordm;d) <br>\n      Trilha \/ Acamp Bebedouro Novo<br>\n      <\/font><\/td>\n  <\/tr>\n  <tr> \n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">4&deg; DIA trilha<\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">TRILHA do Acampamento \n      Irokae at&eacute; <br>\n      Acampamento Bebedouro Novo <br>\n      (866m de altitude) e Trilha 14km\/10h 750m<br>\n      <\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">DIA 04 &#8211; 29\/03 \n      SEX &#8211; (3&ordm;d) <br>\n      Trilha \/ Acamp Bebedouro Novo<br>\n      <\/font><\/td>\n  <\/tr>\n  <tr> \n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">4&deg; DIA trilha<\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">TRILHA do Acampamento \n      Bebedouro <br>\n      Novo at&eacute; o Acampamento Laje <br>\n      (1630m de altitude) e Trilha 5km\/4h e 950m<br>\n      <\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\"> DIA 05 &#8211; 30\/03 SAB \n      &#8211; <br>\n      Trilha Acamp da Laje<br>\n      <\/font><\/td>\n  <\/tr>\n  <tr> \n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">5&deg; DIA trilha<\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">TRILHA do Acampamento \n      Laje at&eacute; <br>\n      o Acampamento Base Areal <br>\n      (2030m de altitude) e Trilha 4km\/6h<br>\n      <\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">DIA 06 &#8211; 31\/03 DOM \n      <br>\n      Trilha \/ Acamp Base<br>\n      <\/font><\/td>\n  <\/tr>\n  <tr> \n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">6&deg; DIA trilha<br>\n      CUME <br>\n      <\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">TRILHA Ataque ao cume \n      do Yaripo <br>\n      (2995m de altitude) <br>\n      Trilha 4km+4km\/9h e ascens&atilde;o 965m<br>\n      <\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">DIA 07 &#8211; 01\/04 SEG \n      &#8211; (6&ordm;d) <br>\n      Trilha \/ Ataque ao CUME \/ Acamp Base<br>\n      <\/font><\/td>\n  <\/tr>\n  <tr> \n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">7&deg; DIA trilha<\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">TRILHA do Acampamento \n      Base Areal<br>\n      at&eacute; o Acampamento Bebedouro Novo<br>\n      Trilha 9km\/8h<br>\n      <\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">DIA 08 &#8211; 02\/04 TER \n      &#8211; (7&ordm;d)<br>\n      Trilha \/ Acamp Bebedouro Novo<br>\n      <\/font><\/td>\n  <\/tr>\n  <tr> \n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">8&deg; DIA trilha<\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">TRILHA do Acampamento \n      Bebedouro<br>\n      Novo at&eacute; o Acampamento Irokae <br>\n      Trilha 14km\/8h <br>\n      <\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">DIA 09 &#8211; 03\/04 QUA \n      &#8211; (8&ordm;d)<br>\n      Trilha \/ Acamp Irokae<br>\n      <\/font><\/td>\n  <\/tr>\n  <tr> \n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">9&deg; DIA trilha<\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">TRILHA do Acampamento \n      Irokae <br>\n      at&eacute; a sede, de volta a Maturac&aacute; <br>\n      Trilha porto Tucano e Voadeiras 2h<br>\n      <\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">DIA 10 &#8211; 04\/04 QUI \n      &#8211; (9&ordm;d) <br>\n      Trilha \/ voadeira \/ Acamp Maturac&aacute;<br>\n      <\/font><\/td>\n  <\/tr>\n  <tr> \n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">10&deg; DIA barco<br>\n      e 4&#215;4 <br>\n      <\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">VIAGEM de Maturac&aacute; \n      at&eacute; S&atilde;o <br>\n      Gabriel da Cachoeira <br>\n      Voadeiras 4,5h e Toyotas 4X4<br>\n      <\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">DIA 11 &#8211; 05\/04 SEX \n      &#8211; (10&ordm;d)<br>\n      Voadeiras \/ Toyotas \/ SGC \/ Hotel<br>\n      <\/font><\/td>\n  <\/tr>\n  <tr> \n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">DIA de retorno<\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">&nbsp;<\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">DIA 12 &#8211; 06\/04 SAB \n      &#8211; <br>\n      Voo 4775 Azul SGC -&gt;Manaus<br>\n      Retorno: 13:40-15:05 &#8211;<\/font><\/td>\n  <\/tr>\n  <tr> \n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">&nbsp;<\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">&nbsp;<\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">07\/04 DOM (voo extra)<\/font><\/td>\n  <\/tr>\n  <tr> \n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">&nbsp;<\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">&nbsp;<\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">08\/04 SEG &#8211; Chegada \n      ao RJ<\/font><\/td>\n  <\/tr>\n  <tr> \n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">&nbsp;<\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">&nbsp;<\/font><\/td>\n    <td><font size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\">09\/04 TER &#8211; <br>\n      Voo Azul SGC -&gt;Manaus<br>\n      Retorno: 13:40-15:05 &#8211;<\/font><\/td>\n  <\/tr>\n\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Para entrar na Terra Ind\u00edgena Yanomami, foi necess\u00e1rio reunir uma s\u00e9rie de documentos e atestados, como:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>\u25a0 RG e CPF digitalizados;<\/li>\n\n\n\n<li>\u25a0 Carteira de vacina\u00e7\u00e3o com comprova\u00e7\u00e3o de imuniza\u00e7\u00e3o contra febre amarela e COVID;<\/li>\n\n\n\n<li>\u25a0 Atestado m\u00e9dico comprovando aptid\u00e3o f\u00edsica;<\/li>\n\n\n\n<li>\u25a0 Teste r\u00e1pido de COVID com at\u00e9 48h de anteced\u00eancia;<\/li>\n\n\n\n<li>\u25a0 Declara\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia e aceita\u00e7\u00e3o de riscos, assinada digitalmente.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Alimenta\u00e7\u00e3o Planejada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alimenta\u00e7\u00e3o dos montanhistas foi pensada para ser leve, segura e nutritiva. Por isso, optamos por alimentos liofilizados, organizados em kits individuais contendo caf\u00e9 da manh\u00e3, lanche de trilha e \u201calmojantar\u201d com pratos, talheres e copos individuais. Na aldeia, adquirimos apenas a goma de tapioca. Para a \u00e1gua, utilizamos filtros Sawyer e purificadores como Clorin e Hidrosteril. Felizmente, ningu\u00e9m passou mal durante a expedi\u00e7\u00e3o. O card\u00e1pio foi cuidadosamente elaborado pela nutricionista Tatiana Sidou Sanz.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/cardapio-expedicao.jpg\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1054\" height=\"726\" data-id=\"1278\" src=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/cardapio-expedicao.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1278\" srcset=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/cardapio-expedicao.jpg 1054w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/cardapio-expedicao-300x207.jpg 300w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/cardapio-expedicao-768x529.jpg 768w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/cardapio-expedicao-1024x705.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1054px) 100vw, 1054px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Card\u00e1pio da expedi\u00e7\u00e3o.elaborado pela nutricionista.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/alimentos-liofilizados.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1006\" height=\"728\" data-id=\"1277\" src=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/alimentos-liofilizados.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1277\" srcset=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/alimentos-liofilizados.jpg 1006w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/alimentos-liofilizados-300x217.jpg 300w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/alimentos-liofilizados-768x556.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1006px) 100vw, 1006px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Conte\u00fado de alguns liofilizados. Por dia foi previsto entre 600~700 gramas de alimentos al\u00e9m do caf\u00e9 da manh\u00e3, uma m\u00e9dia de 2 liofilizados por almojantar.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-thumbnail\"><a href=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/nutricao-para-montanhistas_2.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" data-id=\"1275\" src=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/nutricao-para-montanhistas_2-150x150.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1275\" srcset=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/nutricao-para-montanhistas_2-150x150.jpeg 150w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/nutricao-para-montanhistas_2-300x297.jpeg 300w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/nutricao-para-montanhistas_2-1033x1024.jpeg 1033w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/nutricao-para-montanhistas_2-768x762.jpeg 768w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/nutricao-para-montanhistas_2-1024x1015.jpeg 1024w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/nutricao-para-montanhistas_2.jpeg 1079w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A nutricionista Tatiana que assessorou a expedi\u00e7\u00e3o fazendo uma palestra de alimenta\u00e7\u00e3o na montanha num centro excursionista.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/kits-de-alimentacao-liofilizada-pico-da-neblina.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1366\" height=\"726\" data-id=\"1276\" src=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/kits-de-alimentacao-liofilizada-pico-da-neblina.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1276\" srcset=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/kits-de-alimentacao-liofilizada-pico-da-neblina.jpg 1366w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/kits-de-alimentacao-liofilizada-pico-da-neblina-300x159.jpg 300w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/kits-de-alimentacao-liofilizada-pico-da-neblina-768x408.jpg 768w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/kits-de-alimentacao-liofilizada-pico-da-neblina-1024x544.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1366px) 100vw, 1366px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Os kits de alimenta\u00e7\u00e3o liofilizada individuais para cada montanhista.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_039_20240324_110031.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1138\" height=\"734\" data-id=\"1274\" src=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_039_20240324_110031.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1274\" srcset=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_039_20240324_110031.jpg 1138w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_039_20240324_110031-300x193.jpg 300w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_039_20240324_110031-768x495.jpg 768w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_039_20240324_110031-1024x660.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1138px) 100vw, 1138px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mala de alimenta\u00e7\u00e3o liofilizada com localizador para o caso de extravio.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-thumbnail\"><a href=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_053_20240325_201818.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" data-id=\"1281\" src=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_053_20240325_201818-150x150.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1281\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Carga da expedi\u00e7\u00e3o incluindo alimentos para os montanhistas e para a equipe local e outros itens. 18 volumes.<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 os alimentos solicitados para a equipe local de 18 Yanomamis e mais um t\u00e9cnico do ICMbio ao longo de 8 dias inclu\u00edam uma lista completa de itens n\u00e3o perec\u00edveis, frescos e de uso cotidiano, al\u00e9m de itens de higiene: caf\u00e9, leite em p\u00f3, a\u00e7\u00facar, biscoitos, arroz, pasta, feij\u00e3o, farinha, carne seca, lingui\u00e7a, frutas, \u00f3leo, al\u00e9m de vegetais frescos&nbsp; e at\u00e9 tabaco extra forte \u2013 um presente apreciado por eles, embora n\u00e3o obrigat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p> .<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Log\u00edstica de Chegada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O deslocamento at\u00e9 o in\u00edcio da trilha foi, por si s\u00f3, uma verdadeira jornada. A viagem come\u00e7ou por Manaus, de onde partimos para S\u00e3o Gabriel da Cachoeira em voos da Azul \u2014 operados apenas \u00e0s ter\u00e7as e s\u00e1bados, e sujeitos a atrasos por condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Alternativamente, barcos expressos fazem o trajeto em cerca de 24 horas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em SGC, compramos 1.300 litros de gasolina para as voadeiras, 100 litros de diesel para o gerador, 39 litros de \u00f3leo 2 tempos e 3 litros de \u00f3leo 90, sendo que o combust\u00edvel excedente fica como doa\u00e7\u00e3o, com o apoio log\u00edstico do ISA e do ICMBio, que emprestaram bombonas de 50 litros. Foi necess\u00e1rio contratar Toyotas Bandeirante cabine dupla, ideais para carregar pessoas e cargas, e com elas seguimos at\u00e9 o km 83 da BR-307, onde os barcos nos aguardavam para iniciar a etapa fluvial. No caminho paramos na linha imagin\u00e1ria do Equador terrestre.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/20240327_094757.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"636\" data-id=\"1301\" src=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/20240327_094757.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1301\" srcset=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/20240327_094757.jpg 1024w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/20240327_094757-300x186.jpg 300w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/20240327_094757-768x477.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Parada no marco da linha do Equador, atravessando para o hemisf\u00e9rio norte do planeta.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_591_20240405_120335.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1366\" height=\"631\" data-id=\"1295\" src=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_591_20240405_120335-1366x631.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1295\" srcset=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_591_20240405_120335-1366x631.jpg 1366w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_591_20240405_120335-300x139.jpg 300w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_591_20240405_120335-768x355.jpg 768w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_591_20240405_120335-1536x709.jpg 1536w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_591_20240405_120335-1024x473.jpg 1024w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_591_20240405_120335.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1366px) 100vw, 1366px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">As duas toyotas bandeirantes e a camionete que levou o grupo de S\u00e3o Gabriel da Cachoeira at\u00e9 o ponto das voadeiras.<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Com as voadeiras chegamos ao fim do dia na aldeia Yanomami de Maturac\u00e1 e Ariab\u00fa, onde dormimos em redes na sede da AYRCA, para no dia seguinte novamente viajarmos com os barcos por mais 2 horas at\u00e9 o local onde come\u00e7a a trilha na selva, propriamente dita.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_135_20240328_121235.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1366\" height=\"631\" data-id=\"1344\" src=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_135_20240328_121235-1366x631.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1344\" srcset=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_135_20240328_121235-1366x631.jpg 1366w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_135_20240328_121235-300x139.jpg 300w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_135_20240328_121235-768x355.jpg 768w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_135_20240328_121235-1536x709.jpg 1536w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_135_20240328_121235-1024x473.jpg 1024w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_135_20240328_121235.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1366px) 100vw, 1366px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Usamos tr\u00eas voadeiras de quase 10m cada, com piloteiro e proeiro.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_576_20240405_091009.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"472\" data-id=\"1304\" src=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_576_20240405_091009.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1304\" srcset=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_576_20240405_091009.jpg 1024w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_576_20240405_091009-300x138.jpg 300w, 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768w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_567_20240405_081103-1536x708.jpg 1536w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_567_20240405_081103-1024x472.jpg 1024w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_567_20240405_081103.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1366px) 100vw, 1366px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Viagem de retorno.<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Comunica\u00e7\u00e3o por Sat\u00e9lite na Selva: Conex\u00e3o e Seguran\u00e7a<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Usamos o SPOT X, um comunicador bidirecional via sat\u00e9lite da rede Globalstar, que tamb\u00e9m permite acionamento de resgate em situa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas. Criamos dois grupos de SMS e emails:<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/spot-x.jpg\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"771\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/spot-x-771x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1308\" style=\"width:175px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/spot-x-771x1024.jpg 771w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/spot-x-226x300.jpg 226w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/spot-x-768x1020.jpg 768w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/spot-x.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 771px) 100vw, 771px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Comunicador via sat\u00e9lite Spot-X.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>\u25a0 Grupo de monitoramento: com membros do ICMBio, ISA e contatos estrat\u00e9gicos.<\/li>\n\n\n\n<li>\u25a0 Grupo fam\u00edlia: com um familiar indicado por cada montanhista.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Diariamente, enviamos mensagens com atualiza\u00e7\u00f5es simples como \u201cChegamos bem ao acampamento\u201d ou \u201cTudo corre conforme o planejado\u201d, entre outras. Em caso de emerg\u00eancia, havia pr\u00e9-grava\u00e7\u00f5es para pedir ajuda ou acionar o resgate a\u00e9reo, com mensagens como:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSUCESSO! Chegamos ao CUME\u201d ou \u201cEMERG\u00caNCIA, acionamos o resgate. URGENTE.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m pod\u00edamos enviar mensagens diretas a outros celulares numa conversa espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>   .<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os Montanhistas e equipe local<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A expedi\u00e7\u00e3o foi formada por dez montanhistas comprometidos e experientes:<\/p>\n\n\n\n<p>\u25a0 Alexandre Vieira<br>\u25a0 Bernardo Vidal<br>\u25a0 Carlos Augusto Santos<br>\u25a0 Dem\u00e9trio Orfali<br>\u25a0 S\u00e1vio Vidal<br>\u25a0 Erick Sanz<br>\u25a0 Jos\u00e9 Marcos Quintella<br>\u25a0 Julio Gotelip<br>\u25a0 Luiz Fernando Vianna<br>\u25a0 Thiago Lopes<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/20240326_103417-Tamanho-Original.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" data-id=\"1348\" src=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/20240326_103417-Tamanho-Original.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1348\" srcset=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/20240326_103417-Tamanho-Original.jpg 1024w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/20240326_103417-Tamanho-Original-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/20240326_103417-Tamanho-Original-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O grupo de montanhistas no aeroporto de Manaus, na v\u00e9spera do embarque para S\u00e3o Gabriel da Cachoeira.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_067_20240326_173327.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"472\" data-id=\"1347\" src=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_067_20240326_173327.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1347\" srcset=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_067_20240326_173327.jpg 1024w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_067_20240326_173327-300x138.jpg 300w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_067_20240326_173327-768x354.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Reuni\u00e3o com o ICMbio e ISA na sede do Instituto Sociao Ambiental, o ISA.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_332_20240402_104359.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1366\" height=\"629\" data-id=\"1349\" src=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_332_20240402_104359-1366x629.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1349\" srcset=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_332_20240402_104359-1366x629.jpg 1366w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_332_20240402_104359-300x138.jpg 300w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_332_20240402_104359-768x354.jpg 768w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_332_20240402_104359-1536x708.jpg 1536w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_332_20240402_104359-1024x472.jpg 1024w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_332_20240402_104359.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1366px) 100vw, 1366px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Parada estrat\u00e9gica antes de chegar ao acampamento base.<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p>A nossa equipe local foi formada por 32 yanomamis contratados e 1 t\u00e9cnico do ICMbio acompanhando, sendo que 19 subiram a montanha e 14 operaram na base, envolvendo um total de 43 pessoas, incluindo os 10 montanhistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Do ICMbio, o t\u00e9cnico Yupuri nos acompanhou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A equipe local foi:<\/p>\n\n\n\n<p>_____EQUIPE NA SEDE____<\/p>\n\n\n\n<p>COORDENA\u00c7\u00c3O<\/p>\n\n\n\n<p>1 Erica, coordenadora<br>2 Leandro, assistente coordenador<\/p>\n\n\n\n<p>COZINHEIRAS DA SEDE<\/p>\n\n\n\n<p>3 Lurdinha, cozinheira na sede<br>4 Celina, cozinheira na sede<\/p>\n\n\n\n<p>PILOTEIROS DE BARCOS<\/p>\n\n\n\n<p>5 Acrisio&nbsp;<br>6 Fronciano&nbsp;<br>7 C\u00e9lio&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>PROEIROS DE BARCOS<\/p>\n\n\n\n<p>8 Leandro&nbsp;<br>9 Joao Nilton&nbsp;<br>10 Sartulino&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>RECEP\u00c7\u00c3O &#8211; PAJ\u00c9S PARA O RITUAL DE SUBIDA&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>11 Juvenal&nbsp;<br>12 Valdir&nbsp;<br>13 Angelo&nbsp;<br>14 Raimundo<\/p>\n\n\n\n<p>_____EQUIPE DE TRILHA_____<\/p>\n\n\n\n<p>GUIA E CONDUTORES (porteadores)<\/p>\n\n\n\n<p>1 Edvaldo, guia&nbsp;<br>2 Dem\u00e9trio, condutor de cume&nbsp;<br>3 Sidelmo, condutor de cume&nbsp;<br>4 Evandro, condutor&nbsp;<br>5 F\u00e9lix, condutor&nbsp;<br>6 Rivaldo, condutor&nbsp;<br>7 Jailson, condutor&nbsp;<br>8 Aldemarco, condutor&nbsp;<br>9 Ronilson, condutor&nbsp;<br>10 Reginaldo, condutor&nbsp;<br>11 Lucivaldo, condutor&nbsp;<br>12 Giliarde, condutor&nbsp;<br>13 Alexandro, condutor&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>CONDUTORES INDIVIDUAIS  (porteadores)<\/p>\n\n\n\n<p>14 Rosenildo, condutor extra&nbsp;&nbsp;<br>15 Josifrom, condutor extra&nbsp;<br>16 Ariel, condutor extra&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>COZINHEIRAS<\/p>\n\n\n\n<p>17 Lucilene, cozinheira de trilha<br>18 Zurmidia, cozinheira de trilha<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yanomamis-que-nos-acompanharam_2024-04-1759.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" data-id=\"1330\" src=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yanomamis-que-nos-acompanharam_2024-04-1759.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1330\" srcset=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yanomamis-que-nos-acompanharam_2024-04-1759.jpg 1024w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yanomamis-que-nos-acompanharam_2024-04-1759-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yanomamis-que-nos-acompanharam_2024-04-1759-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Yanomamis durante a trilha. Foto de Luis Vianna.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/equipeYanomami_yaripo_093_20240327_172155.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"472\" data-id=\"1331\" src=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/equipeYanomami_yaripo_093_20240327_172155.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1331\" srcset=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/equipeYanomami_yaripo_093_20240327_172155.jpg 1024w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/equipeYanomami_yaripo_093_20240327_172155-300x138.jpg 300w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/equipeYanomami_yaripo_093_20240327_172155-768x354.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Yanomamis na apresenta\u00e7\u00e3o de v\u00e9spera.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/equipeYanomami_yaripo_116_20240328_093401.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"472\" data-id=\"1329\" src=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/equipeYanomami_yaripo_116_20240328_093401.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1329\" srcset=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/equipeYanomami_yaripo_116_20240328_093401.jpg 1024w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/equipeYanomami_yaripo_116_20240328_093401-300x138.jpg 300w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/equipeYanomami_yaripo_116_20240328_093401-768x354.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Yanomamis antes da partida para a trilha.<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Acampamentos ao Longo da Trilha<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A subida foi feita em etapas, com acampamentos em pontos estrat\u00e9gicos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>\u25a0 Acampamento Irokae<\/li>\n\n\n\n<li>\u25a0 Acampamento Bebedouro Novo<\/li>\n\n\n\n<li>\u25a0 Acampamento da Lage<\/li>\n\n\n\n<li>\u25a0 Acampamento Base<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Esses locais funcionavam como marcos no caminho, onde pod\u00edamos descansar, nos alimentar e reorganizar o equipamento. Cada parada era uma celebra\u00e7\u00e3o de pequenas conquistas e um reencontro com a simplicidade. Mont\u00e1vamos nossas redes de selva, filtr\u00e1vamos \u00e1gua de igarap\u00e9s, partilh\u00e1vamos o almojantar sob o c\u00e9u amaz\u00f4nico.<\/p>\n\n\n\n<p>Importante ressaltar que havia planos de se criar mais um acampamento para dividir o percurso mais longo do segundo dia, tornando mais leve a subida, o que deve aumentar em um dia a dura\u00e7\u00e3o da expedi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_246_20240331_182631.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"354\" data-id=\"1335\" src=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_246_20240331_182631.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1335\" srcset=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_246_20240331_182631.jpg 1024w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_246_20240331_182631-300x104.jpg 300w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_246_20240331_182631-768x266.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_229_20240331_165437.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"472\" data-id=\"1337\" src=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_229_20240331_165437.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1337\" srcset=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_229_20240331_165437.jpg 1024w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_229_20240331_165437-300x138.jpg 300w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_229_20240331_165437-768x354.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/acampamento-da-Lage_yaripo_182_20240331_064227.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"472\" data-id=\"1336\" src=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/acampamento-da-Lage_yaripo_182_20240331_064227.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1336\" srcset=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/acampamento-da-Lage_yaripo_182_20240331_064227.jpg 1024w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/acampamento-da-Lage_yaripo_182_20240331_064227-300x138.jpg 300w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/acampamento-da-Lage_yaripo_182_20240331_064227-768x354.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/pernoite-em-redes_yaripo_158_DSCN9318.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" data-id=\"1338\" src=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/pernoite-em-redes_yaripo_158_DSCN9318.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1338\" srcset=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/pernoite-em-redes_yaripo_158_DSCN9318.jpg 1024w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/pernoite-em-redes_yaripo_158_DSCN9318-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/pernoite-em-redes_yaripo_158_DSCN9318-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/acampamento-Irokae_2024-04-1715.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" data-id=\"1339\" src=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/acampamento-Irokae_2024-04-1715.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1339\" srcset=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/acampamento-Irokae_2024-04-1715.jpg 1024w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/acampamento-Irokae_2024-04-1715-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/acampamento-Irokae_2024-04-1715-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto de Luis Vianna.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_162_DSCN9322.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1366\" height=\"1024\" data-id=\"1343\" src=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_162_DSCN9322-1366x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1343\" srcset=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_162_DSCN9322-1366x1024.jpg 1366w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_162_DSCN9322-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_162_DSCN9322-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_162_DSCN9322-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_162_DSCN9322-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/yaripo_162_DSCN9322.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1366px) 100vw, 1366px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>No cume do Neblina<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Chegar ao cume do Yaripo \u00e9 uma experi\u00eancia dif\u00edcil de descrever. A altitude se imp\u00f5e, mas \u00e9 a atmosfera que nos toma de assalto. A neblina \u00e9 espessa, os ventos s\u00e3o frios. \u00c0 nossa frente, o Brasil se estende em uma vastid\u00e3o sem fim, mas o que mais impressiona \u00e9 o que sentimos por dentro.<\/p>\n\n\n\n<p>Ali, no ponto mais alto do pa\u00eds, o tempo parece suspenso. N\u00e3o h\u00e1 celular, wi-fi ou distra\u00e7\u00f5es. H\u00e1 apenas o essencial: respira\u00e7\u00e3o, suor, vida. E uma alegria de ter alcan\u00e7ado a montanha mais alta do Brasil. A presen\u00e7a dos Yanomami torna tudo mais simb\u00f3lico. Eles guiam, observam, silenciam. S\u00e3o parte da montanha, e n\u00f3s, tempor\u00e1rios visitantes. Chegamos ao cume em torno do meio-dia, hor\u00e1rio em que estava encoberto e chuvoso, apesar que no alvorecer e crep\u00fasculo estava totalmente despejado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/yaripo_278_GOPR7148.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1366\" height=\"1024\" data-id=\"1361\" src=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/yaripo_278_GOPR7148-1366x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1361\" srcset=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/yaripo_278_GOPR7148-1366x1024.jpg 1366w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/yaripo_278_GOPR7148-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/yaripo_278_GOPR7148-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/yaripo_278_GOPR7148-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/yaripo_278_GOPR7148-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/yaripo_278_GOPR7148.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1366px) 100vw, 1366px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">No cume do Pico da Neblina.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/yaripo_276_GOPR7146.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1366\" height=\"1024\" data-id=\"1360\" src=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/yaripo_276_GOPR7146-1366x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1360\" srcset=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/yaripo_276_GOPR7146-1366x1024.jpg 1366w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/yaripo_276_GOPR7146-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/yaripo_276_GOPR7146-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/yaripo_276_GOPR7146-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/yaripo_276_GOPR7146-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/yaripo_276_GOPR7146.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1366px) 100vw, 1366px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ao meio-dia a nuvem cobriu e chovia.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/yaripo_265_20240401_075220.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1366\" height=\"631\" data-id=\"1357\" src=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/yaripo_265_20240401_075220-1366x631.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1357\" srcset=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/yaripo_265_20240401_075220-1366x631.jpg 1366w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/yaripo_265_20240401_075220-300x139.jpg 300w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/yaripo_265_20240401_075220-768x355.jpg 768w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/yaripo_265_20240401_075220-1536x709.jpg 1536w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/yaripo_265_20240401_075220-1024x473.jpg 1024w, https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/yaripo_265_20240401_075220.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1366px) 100vw, 1366px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">As 7:30 estava descoberto e sem chuva.<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sugest\u00f5es para melhorias? Sim\u2026<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como todo caminho, ele se faz com os caminhantes. Fomos o primeiro grupo n\u00e3o comercial e independente de ag\u00eancias a subir o Pico da Neblina dentro do novo plano de visita\u00e7\u00e3o do Yaripo que tardou uma d\u00e9cada para se implantar, enfrentando uma pandemia no meio.<\/p>\n\n\n\n<p>Coincidentemente, ele nos lembra o modo de organiza\u00e7\u00e3o das expedi\u00e7\u00f5es ao Monte Roraima, que j\u00e1 fomos 9 vezes at\u00e9 esta data (06\/2025). No Monte Roraima sobem mensalmente uma m\u00e9dia de 10 grupos, \u00e0s vezes mais.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos objetivos do eco-turismo em terras ind\u00edgenas \u00e9 gerar renda para eles, afastando-os do garimpo e outras atividades n\u00e3o sustent\u00e1veis. Mas no Yaripo isso n\u00e3o ocorre como poderia, pois sobem desde que foi inaugurado o novo plano de visita\u00e7\u00e3o uma m\u00e9dia de 3 a 5 grupos por ano. Em 2023 subiu somente um grupo e um montanhista ingl\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Existe uma demanda reprimida de montanhistas interessados em subir o Yaripo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das maiores barreiras \u00e9 o elevado custo para os padr\u00f5es brasileiros em compara\u00e7\u00e3o com outras expedi\u00e7\u00f5es semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra barreira \u00e9 numa aventura que demanda tanto investimento e esfor\u00e7o, somente \u00e9 permitido um \u00fanico ponto de visita\u00e7\u00e3o: o Pico da Neblina.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E chegando nele voc\u00ea o encontra totalmente encoberto pela neblina e nuvens, como o pr\u00f3prio nome diz. Mas <strong>ao amanhecer e entardecer, no crep\u00fasculo em geral, o pico est\u00e1 com c\u00e9u despejado<\/strong> e com uma vista totalmente aberta. Para estar no cume nesses momentos ter\u00edamos que caminhar de noite, o que n\u00e3o \u00e9 permitido.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro aspecto de grande import\u00e2ncia \u00e9 que a <strong>1,5km<\/strong> distante por trilha est\u00e1 a<strong> segunda montanha mais alta do Brasil, o Pico 31 de Mar\u00e7o<\/strong>, mas ela ainda n\u00e3o est\u00e1 aberta a visita\u00e7\u00e3o. E  os praticantes de montanhismo desejam <strong>visitar as 10 maiores montanhas<\/strong> de nosso pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem locais no percurso que poderiam ser atrativos importantes, como<strong> cachoeiras, grutas e rios<\/strong>, mas n\u00e3o est\u00e3o abertos a visita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ao inv\u00e9s de redes de selva<\/strong> <strong>o uso de barracas<\/strong> tornaria a expedi\u00e7\u00e3o um pouco mais leve em termos de infraestrutura e comodidade para os caminhantes, bem como para os carregadores. Para isso ser poss\u00edvel \u00e9 preciso limpar alguns locais para montar barracas. Atualmente \u00e9 preciso carregar, montar e desmontar, enormes tendas com lonas apoiadas em estacas a cada acampamento, onde s\u00e3o esticadas as redes.<\/p>\n\n\n\n<p>Nossa expedi\u00e7\u00e3o foi uma das primeiras a usar o <strong>banheiro de acampamento sem precisar levar os dejetos de volta<\/strong>. A solu\u00e7\u00e3o foi cavar um buraco grande onde os mesmos foram depositados em jornais ou sacos de papel biodegrad\u00e1veis, sem nenhum pl\u00e1stico, para facilitar a degrada\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos pela natureza. Deu certo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na subida final ao cume existe uma <strong>via ferrata que precisa ser melhorada<\/strong> para facilitar o acesso por que n\u00e3o tem muita experi\u00eancia. Tamb\u00e9m <strong>substituir as correntes<\/strong> extremamente apertadas na pedra, que por isso s\u00e3o quase imposs\u00edveis de us\u00e1-las com seguran\u00e7a. <strong>Substituir as cordas presas em arbustos fr\u00e1geis<\/strong> e fix\u00e1-las em grampos ou estacas met\u00e1licas fincadas na rocha.<\/p>\n\n\n\n<p>E, a principal das recomenda\u00e7\u00f5es, ou reivindica\u00e7\u00f5es, que podemos citar \u00e9 que <strong>o modelo de permiss\u00e3o de acesso ao Yaripo n\u00e3o seja em formato de exclusividade<\/strong> para agencias, mas tamb\u00e9m <strong>aberto aos centros excursionistas<\/strong> que desejem levar seus membros para as duas montanhas mais altas do Brasil. Estas organiza\u00e7\u00f5es sem fins lucrativos s\u00e3o refer\u00eancias no montanhismo e t\u00eam d\u00e9cadas de experi\u00eancia e expertise em expedi\u00e7\u00f5es e aventuras muito mais complexas que a do Yaripo.<\/p>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>COMO ORGANIZAMOS Uma Montanha na Neblina e na Mem\u00f3ria O Pico da Neblina \u00e9 o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":998,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4,1],"tags":[],"ppma_author":[56],"class_list":["post-460","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-expedicoes","category-relatos"],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/pico-neblina_Collage-scaled.jpg",2560,1918,false],"thumbnail":["https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/pico-neblina_Collage-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/pico-neblina_Collage-300x225.jpg",300,225,true],"medium_large":["https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/pico-neblina_Collage-768x575.jpg",640,479,true],"large":["https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/pico-neblina_Collage-1366x1024.jpg",640,480,true],"1536x1536":["https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/pico-neblina_Collage-1536x1151.jpg",1536,1151,true],"2048x2048":["https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/pico-neblina_Collage-2048x1534.jpg",2048,1534,true],"enternews-slider-full":["https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/pico-neblina_Collage-1280x845.jpg",1280,845,true],"enternews-featured":["https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/pico-neblina_Collage-1024x767.jpg",1024,767,true],"enternews-medium":["https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/pico-neblina_Collage-720x475.jpg",720,475,true]},"author_info":{"info":["Erick Eas               \n            "]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/category\/expedicoes\/\" rel=\"category tag\">Expedi\u00e7\u00f5es<\/a> <a href=\"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/category\/relatos\/\" rel=\"category tag\">Relatos<\/a>","tag_info":"Relatos","comment_count":"0","authors":[{"term_id":56,"user_id":2,"is_guest":0,"slug":"webmaster","display_name":"Erick Eas","avatar_url":{"url":"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Erick-naProa_FotoLucas_close.jpg","url2x":"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Erick-naProa_FotoLucas_close.jpg"},"author_category":"1","first_name":"Erick","last_name":"Eas","user_url":"","job_title":"","description":"Erick Edgar Aliaga Sanz \u00e9 explorador e empreendedor apaixonado por natureza e desafios ao ar livre. Bacharel em Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica pela FGV\/RJ, tamb\u00e9m cursou Engenharia Eletr\u00f4nica na PUC\/RJ, mas foi nas trilhas e montanhas que encontrou seu verdadeiro caminho. J\u00e1 subiu diversas vezes nove das dez montanhas mais altas do Brasil, realizou nove expedi\u00e7\u00f5es ao Monte Roraima, tr\u00eas travessias pela Serra Fina em dois dias, quase vinte pela hist\u00f3rica Trilha do Ouro e oito travessias Petr\u00f4-Ter\u00ea em apenas um ou dois dias, e diversas outras pela Am\u00e9rica do Sul.\r\n\r\nNa Amaz\u00f4nia, organizou expedi\u00e7\u00f5es independentes ao Pico da Neblina, Monte Cabura\u00ed, Serra do Arac\u00e1, Parque do Ja\u00fa e outros destinos pouco explorados. Atualmente, conduz o projeto Quatro Extremos do Brasil, que une aventura e registro cultural, relevando os povos origin\u00e1rios e ancestrais que vivem nos pontos mais distantes, Sul, Norte, Oeste e Leste, do territ\u00f3rio nacional. Al\u00e9m das expedi\u00e7\u00f5es, foi produtor executivo de cinema, editor de jornais e revistas, fundou e presidiu associa\u00e7\u00f5es e empresas. Associado do <a href=\"https:\/\/www.ceb.org.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> CEB<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.cerj.org.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> CERJ<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.carioca.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> CEC<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.ceubrasil.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> CEU<\/a>, foi membro do <a href=\"https:\/\/www.guanabara.org.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> CEG<\/a> e da <a href=\"https:\/\/feemerj.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> FEMERJ<\/a>, associa\u00e7\u00f5es de montanhismo do RJ e SP. \u00c9 um defensor das causas ind\u00edgenas, sociais e ambientais.\r\n"}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/460","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=460"}],"version-history":[{"count":77,"href":"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/460\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1536,"href":"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/460\/revisions\/1536"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-json\/wp\/v2\/media\/998"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=460"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=460"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=460"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.montanhas.eco.br\/w\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=460"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}