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As montanhas guardam o cume da nossa imaginação.

Minha primeira trilha da Serra da Bocaina: a Trilha do Ouro

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Há tempos eu sonhava em conhecer alguma trilha da Serra da Bocaina — e escolhi começar justamente pela mais cobiçada: a Trilha do Ouro. Foram quatro dias intensos, porém muito tranquilos para quem já está habituada a caminhadas de nível moderado. Recomendo, acima de tudo, desacelerar e aproveitar o visual incrível, algo que muitas vezes esquecemos de fazer por causa da ansiedade com o tempo e a distância.

Um grande diferencial desta experiência foi a divisão em quatro dias. Isso nos permitiu curtir três cachoeiras lindíssimas, fazer pausas generosas e aproveitar realmente cada trecho.

No último dia, é importante redobrar a atenção na descida, especialmente se estiver chovendo. Senti bastante o joelho nesse trecho, então me preparei fazendo massagens na noite anterior e usando uma joelheira. A recompensa no final é maravilhosa: um rio perfeito para tirar a lama e se refrescar.

É fundamental levar anorak ou capa de chuva e também capa para a mochila. Levei o mínimo possível, mas mesmo assim precisei da mula. Optei por ficar nas pousadas — e, sem dúvida, a melhor foi a de Dona Palmira e seu filho. Uma casa típica da região, simples e acolhedora, com comida caseira deliciosa, camas limpinhas e ótimos banheiros. Viajar com o Erick e o Borandá é simplesmente maravilhoso – conexão total com o grupo!

Autores

  • Tita é designer visual e professora de design na Tita Nigrí Design. Faz o design da revista do CEB. Começou a subir montanhas na pandemia — e não parou mais! Se associou ao CEB, entrou pro Borandá, escala, já subiu 2x 5.500m... e tem uma lista de desejos a cumprir!

Sobre o autor deste texto