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COMO ORGANIZAMOS
Uma Montanha na Neblina e na Memória
O Pico da Neblina é o ponto culminante do Brasil, com 2.995,30 metros de altitude confirmados em 2015. Localizado na fronteira com a Venezuela, ao norte do estado do Amazonas, está inserido dentro do Parque Nacional do Pico da Neblina e da Terra Indígena Yanomami. Ao lado dele, a apenas 1,5 km de trilha, está o Pico 31 de Março — a segunda maior elevação do país, com 2.974,18 metros. Ambos estão na serra do Imeri, na fronteira com a Venezuela e acessíveis tanto pelo Brasil como pela Venezuela. Lá se chamam, respectivamente, Cerro de la Neblina e Pico Phelps, homenagem ao ornitólogo William H. Phelps.
Alcançar o Yaripo, como os Yanomami o chamam, é uma façanha que combina montanhismo, logística, política indigenista, respeito ambiental e resiliência física. Mas, acima de tudo, é um exercício de humildade diante da força da natureza e da sabedoria ancestral.
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Uma Demanda pela Presença Consciente
Para nós, montanhistas, o acesso ao Yaripo representa muito mais do que uma simples aventura. Vivemos o montanhismo como modo de vida, como esporte, como forma de conexão com a natureza e de defesa do meio ambiente e de seus habitantes – sejam eles humanos, animais ou plantas. Organizamo-nos em associações e federações, treinamos, fazemos cursos de montanhismo, de escalada, de resgate, de 1ºs socorros, de orientação, de sobrevivência, entre outras técnicas, e nos preparamos para cada expedição com responsabilidade e respeito. Investimos em equipamentos especializados. Não praticamos a atividade como turismo. Um turista não investe no que fazemos e nem sobe inúmeras vezes a mesma montanha por sua conta.
Apesar disso, nosso segmento foi ignorado no projeto de ecoturismo Yanomami, o que torna nossa presença ali ainda mais significativa: queremos estar e voltar, com respeito, em diálogo com os povos da floresta. Cremos que o modelo do plano de visitação ao Yaripo foi baseado em padrões de uma realidade estrangeira pois no Brasil pouquíssimos montanhistas podem investir de 3 e 5 mil dólares para subir ao Pico da Neblina sem ter patrocínio, custo que se chega com o preço exercido pelas agências e mais as passagens aéreas.
Nós montanhistas fomos considerados como turistas que buscam uma agência para lhes dar tudo pronto. No lançamento do plano de visitação, as regras estabelecidas deram exclusividade a três agências de turismo para organizar as expedições ao Pico da Neblina [link]. E na segunda licitação [link] somente duas agências se habilitaram.
Isso nos motivou a reforçar nossa presença ética: queremos estar ali não apenas uma vez, mas construir pontes que viabilizem a continuidade de expedições sustentáveis e respeitosas ao projeto do plano de visitação ao Yaripo.
Desejamos que os Centros Excursionistas, que tem essa expertise, possam organizar expedições independentes não comerciais e a preço de custo ao Yaripo, como fazem em outras unidades de conservação.
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Contribuição social à comunidade
Tomamos conhecimento da necessidade de muitos remédios para a farmácia do posto de saúde dos Yanomamis. Então, sob orientação do médico responsável, conseguimos obter inúmeras doações de remédios e medicamentos numa corrente de dezenas de pessoas apoiando. E levamos conosco para entregar no primeiro dia da nossa expedição, como sempre fizemos em outras expedições. Veja os detalhes em https://www.montanhas.eco.br/doacoes
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Nosso Planejamento
Montamos nosso cronograma exatamente como orientava o plano de visitação. Fomos dias antes para preparar a expedição. Os voos da Azul entre Manaus e São Gabriel da Cachoeira são somente nas terças e sábados (mas podem mudar sem aviso prévio!).
O planejamento e organização dessa expedição levou em conta todas as variáveis possíveis. Consideramos custos diretos e indiretos, imprevistos e extras, envolvendo durante os 10 dias da expedição um total de 33 integrantes na equipe local além do grupo de dez montanhistas. Achamos que essa estrutura poderia ser menor.
Entre os preparativos fundamentais, foi necessário:
- ■ Estabelecer acordos com a AYRCA (Associação Yanomami responsável pelo ecoturismo), com o ISA e ICMBio;
- ■ Preencher e entregar toda a documentação exigida;
- ■ Comprar alimentos tanto para os montanhistas quanto para os Yanomami;
- ■ Adquirir combustíveis localmente;
- ■ Contratar os “toyoteiros” — motoristas locais com Toyotas adaptados;
- ■ Reservar hospedagem em São Gabriel da Cachoeira;
- ■ Viajar até São Gabriel da Cachoeira via Manaus.
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____________________CRONOGRAMA____________________
| 10 DIAS OFICIAIS | O PLANO DE VISITAÇÃO | A NOSSA EXPEDIÇÃO |
| 23/04 SAB – IDA
antecipada pré-produção Voo Azul Manaus->SGC IDA 11:15-12:55 |
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| 24/03 – pré-produção | ||
| 25/03 – pré-produção | ||
| DIA ZERO Viagem a SGC |
DIA 01 – 26/03 TER
– IDA – Chegada do grupo 11:15->12:55 – Voo 4774 Azul Manaus->SGC / Hotel |
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| 1° DIA 4×4 e barco |
VIAGEM de São
Gabriel até Maturacá Toyotas 4×4 88km e Voadeira 139km/6h |
DIA 02 – 27/03 QUA
– (1ºd) SGC->Acamp Maturacá, Toyota / Voadeira |
| 2° DIA trilha | TRILHA da sede até
o Acampamento Irokae (130m de altitude) voaderia 44km/2h e Trilha 8km/3h |
DIA 03 – 28/03
QUI – (2ºd) Voadeiras / trilha / Acamp Irokae |
| 3° DIA trilha | TRILHA do Acampamento
Irokae até Acampamento Bebedouro Novo (866m de altitude) e Trilha 14km/10h 750m |
DIA 04 – 29/03
SEX – (3ºd) Trilha / Acamp Bebedouro Novo |
| 4° DIA trilha | TRILHA do Acampamento
Irokae até Acampamento Bebedouro Novo (866m de altitude) e Trilha 14km/10h 750m |
DIA 04 – 29/03
SEX – (3ºd) Trilha / Acamp Bebedouro Novo |
| 4° DIA trilha | TRILHA do Acampamento
Bebedouro Novo até o Acampamento Laje (1630m de altitude) e Trilha 5km/4h e 950m |
DIA 05 – 30/03 SAB
– Trilha Acamp da Laje |
| 5° DIA trilha | TRILHA do Acampamento
Laje até o Acampamento Base Areal (2030m de altitude) e Trilha 4km/6h |
DIA 06 – 31/03 DOM
Trilha / Acamp Base |
| 6° DIA trilha CUME |
TRILHA Ataque ao cume
do Yaripo (2995m de altitude) Trilha 4km+4km/9h e ascensão 965m |
DIA 07 – 01/04 SEG
– (6ºd) Trilha / Ataque ao CUME / Acamp Base |
| 7° DIA trilha | TRILHA do Acampamento
Base Areal até o Acampamento Bebedouro Novo Trilha 9km/8h |
DIA 08 – 02/04 TER
– (7ºd) Trilha / Acamp Bebedouro Novo |
| 8° DIA trilha | TRILHA do Acampamento
Bebedouro Novo até o Acampamento Irokae Trilha 14km/8h |
DIA 09 – 03/04 QUA
– (8ºd) Trilha / Acamp Irokae |
| 9° DIA trilha | TRILHA do Acampamento
Irokae até a sede, de volta a Maturacá Trilha porto Tucano e Voadeiras 2h |
DIA 10 – 04/04 QUI
– (9ºd) Trilha / voadeira / Acamp Maturacá |
| 10° DIA barco e 4×4 |
VIAGEM de Maturacá
até São Gabriel da Cachoeira Voadeiras 4,5h e Toyotas 4X4 |
DIA 11 – 05/04 SEX
– (10ºd) Voadeiras / Toyotas / SGC / Hotel |
| DIA de retorno | DIA 12 – 06/04 SAB
– Voo 4775 Azul SGC ->Manaus Retorno: 13:40-15:05 – |
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| 07/04 DOM (voo extra) | ||
| 08/04 SEG – Chegada ao RJ | ||
| 09/04 TER – Voo Azul SGC ->Manaus Retorno: 13:40-15:05 – |
Para entrar na Terra Indígena Yanomami, foi necessário reunir uma série de documentos e atestados, como:
- ■ RG e CPF digitalizados;
- ■ Carteira de vacinação com comprovação de imunização contra febre amarela e COVID;
- ■ Atestado médico comprovando aptidão física;
- ■ Teste rápido de COVID com até 48h de antecedência;
- ■ Declaração de ciência e aceitação de riscos, assinada digitalmente.
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Alimentação Planejada
A alimentação dos montanhistas foi pensada para ser leve, segura e nutritiva. Por isso, optamos por alimentos liofilizados, organizados em kits individuais contendo café da manhã, lanche de trilha e “almojantar” com pratos, talheres e copos individuais. Na aldeia, adquirimos apenas a goma de tapioca. Para a água, utilizamos filtros Sawyer e purificadores como Clorin e Hidrosteril. Felizmente, ninguém passou mal durante a expedição. O cardápio foi cuidadosamente elaborado pela nutricionista Tatiana Sidou Sanz.






Já os alimentos solicitados para a equipe local de 18 Yanomamis e mais um técnico do ICMbio ao longo de 8 dias incluíam uma lista completa de itens não perecíveis, frescos e de uso cotidiano, além de itens de higiene: café, leite em pó, açúcar, biscoitos, arroz, pasta, feijão, farinha, carne seca, linguiça, frutas, óleo, além de vegetais frescos e até tabaco extra forte – um presente apreciado por eles, embora não obrigatório.
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A Logística de Chegada
O deslocamento até o início da trilha foi, por si só, uma verdadeira jornada. A viagem começou por Manaus, de onde partimos para São Gabriel da Cachoeira em voos da Azul — operados apenas às terças e sábados, e sujeitos a atrasos por condições climáticas. Alternativamente, barcos expressos fazem o trajeto em cerca de 24 horas.
Em SGC, compramos 1.300 litros de gasolina para as voadeiras, 100 litros de diesel para o gerador, 39 litros de óleo 2 tempos e 3 litros de óleo 90, sendo que o combustível excedente fica como doação, com o apoio logístico do ISA e do ICMBio, que emprestaram bombonas de 50 litros. Foi necessário contratar Toyotas Bandeirante cabine dupla, ideais para carregar pessoas e cargas, e com elas seguimos até o km 83 da BR-307, onde os barcos nos aguardavam para iniciar a etapa fluvial. No caminho paramos na linha imaginária do Equador terrestre.


Com as voadeiras chegamos ao fim do dia na aldeia Yanomami de Maturacá e Ariabú, onde dormimos em redes na sede da AYRCA, para no dia seguinte novamente viajarmos com os barcos por mais 2 horas até o local onde começa a trilha na selva, propriamente dita.



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Comunicação por Satélite na Selva: Conexão e Segurança
Usamos o SPOT X, um comunicador bidirecional via satélite da rede Globalstar, que também permite acionamento de resgate em situações críticas. Criamos dois grupos de SMS e emails:
- ■ Grupo de monitoramento: com membros do ICMBio, ISA e contatos estratégicos.
- ■ Grupo família: com um familiar indicado por cada montanhista.
Diariamente, enviamos mensagens com atualizações simples como “Chegamos bem ao acampamento” ou “Tudo corre conforme o planejado”, entre outras. Em caso de emergência, havia pré-gravações para pedir ajuda ou acionar o resgate aéreo, com mensagens como:
“SUCESSO! Chegamos ao CUME” ou “EMERGÊNCIA, acionamos o resgate. URGENTE.”
Também podíamos enviar mensagens diretas a outros celulares numa conversa específica.
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Os Montanhistas e equipe local
A expedição foi formada por dez montanhistas comprometidos e experientes:
■ Alexandre Vieira
■ Bernardo Vidal
■ Carlos Augusto Santos
■ Demétrio Orfali
■ Sávio Vidal
■ Erick Sanz
■ José Marcos Quintella
■ Julio Gotelip
■ Luiz Fernando Vianna
■ Thiago Lopes



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A nossa equipe local foi formada por 32 yanomamis contratados e 1 técnico do ICMbio acompanhando, sendo que 19 subiram a montanha e 14 operaram na base, envolvendo um total de 43 pessoas, incluindo os 10 montanhistas.
Do ICMbio, o técnico Yupuri nos acompanhou.
A equipe local foi:
_____EQUIPE NA SEDE____
COORDENAÇÃO
1 Erica, coordenadora
2 Leandro, assistente coordenador
COZINHEIRAS DA SEDE
3 Lurdinha, cozinheira na sede
4 Celina, cozinheira na sede
PILOTEIROS DE BARCOS
5 Acrisio
6 Fronciano
7 Célio
PROEIROS DE BARCOS
8 Leandro
9 Joao Nilton
10 Sartulino
RECEPÇÃO – PAJÉS PARA O RITUAL DE SUBIDA
11 Juvenal
12 Valdir
13 Angelo
14 Raimundo
_____EQUIPE DE TRILHA_____
GUIA E CONDUTORES (porteadores)
1 Edvaldo, guia
2 Demétrio, condutor de cume
3 Sidelmo, condutor de cume
4 Evandro, condutor
5 Félix, condutor
6 Rivaldo, condutor
7 Jailson, condutor
8 Aldemarco, condutor
9 Ronilson, condutor
10 Reginaldo, condutor
11 Lucivaldo, condutor
12 Giliarde, condutor
13 Alexandro, condutor
CONDUTORES INDIVIDUAIS (porteadores)
14 Rosenildo, condutor extra
15 Josifrom, condutor extra
16 Ariel, condutor extra
COZINHEIRAS
17 Lucilene, cozinheira de trilha
18 Zurmidia, cozinheira de trilha



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Acampamentos ao Longo da Trilha
A subida foi feita em etapas, com acampamentos em pontos estratégicos:
- ■ Acampamento Irokae
- ■ Acampamento Bebedouro Novo
- ■ Acampamento da Lage
- ■ Acampamento Base
Esses locais funcionavam como marcos no caminho, onde podíamos descansar, nos alimentar e reorganizar o equipamento. Cada parada era uma celebração de pequenas conquistas e um reencontro com a simplicidade. Montávamos nossas redes de selva, filtrávamos água de igarapés, partilhávamos o almojantar sob o céu amazônico.
Importante ressaltar que havia planos de se criar mais um acampamento para dividir o percurso mais longo do segundo dia, tornando mais leve a subida, o que deve aumentar em um dia a duração da expedição.






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No cume do Neblina
Chegar ao cume do Yaripo é uma experiência difícil de descrever. A altitude se impõe, mas é a atmosfera que nos toma de assalto. A neblina é espessa, os ventos são frios. À nossa frente, o Brasil se estende em uma vastidão sem fim, mas o que mais impressiona é o que sentimos por dentro.
Ali, no ponto mais alto do país, o tempo parece suspenso. Não há celular, wi-fi ou distrações. Há apenas o essencial: respiração, suor, vida. E uma alegria de ter alcançado a montanha mais alta do Brasil. A presença dos Yanomami torna tudo mais simbólico. Eles guiam, observam, silenciam. São parte da montanha, e nós, temporários visitantes. Chegamos ao cume em torno do meio-dia, horário em que estava encoberto e chuvoso, apesar que no alvorecer e crepúsculo estava totalmente despejado.



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Sugestões para melhorias? Sim…
Como todo caminho, ele se faz com os caminhantes. Fomos o primeiro grupo não comercial e independente de agências a subir o Pico da Neblina dentro do novo plano de visitação do Yaripo que tardou uma década para se implantar, enfrentando uma pandemia no meio.
Coincidentemente, ele nos lembra o modo de organização das expedições ao Monte Roraima, que já fomos 9 vezes até esta data (06/2025). No Monte Roraima sobem mensalmente uma média de 10 grupos, às vezes mais.
Um dos objetivos do eco-turismo em terras indígenas é gerar renda para eles, afastando-os do garimpo e outras atividades não sustentáveis. Mas no Yaripo isso não ocorre como poderia, pois sobem desde que foi inaugurado o novo plano de visitação uma média de 3 a 5 grupos por ano. Em 2023 subiu somente um grupo e um montanhista inglês.
Existe uma demanda reprimida de montanhistas interessados em subir o Yaripo.
Uma das maiores barreiras é o elevado custo para os padrões brasileiros em comparação com outras expedições semelhantes.
Outra barreira é numa aventura que demanda tanto investimento e esforço, somente é permitido um único ponto de visitação: o Pico da Neblina.
E chegando nele você o encontra totalmente encoberto pela neblina e nuvens, como o próprio nome diz. Mas ao amanhecer e entardecer, no crepúsculo em geral, o pico está com céu despejado e com uma vista totalmente aberta. Para estar no cume nesses momentos teríamos que caminhar de noite, o que não é permitido.
Outro aspecto de grande importância é que a 1,5km distante por trilha está a segunda montanha mais alta do Brasil, o Pico 31 de Março, mas ela ainda não está aberta a visitação. E os praticantes de montanhismo desejam visitar as 10 maiores montanhas de nosso país.
Existem locais no percurso que poderiam ser atrativos importantes, como cachoeiras, grutas e rios, mas não estão abertos a visitação.
Ao invés de redes de selva o uso de barracas tornaria a expedição um pouco mais leve em termos de infraestrutura e comodidade para os caminhantes, bem como para os carregadores. Para isso ser possível é preciso limpar alguns locais para montar barracas. Atualmente é preciso carregar, montar e desmontar, enormes tendas com lonas apoiadas em estacas a cada acampamento, onde são esticadas as redes.
Nossa expedição foi uma das primeiras a usar o banheiro de acampamento sem precisar levar os dejetos de volta. A solução foi cavar um buraco grande onde os mesmos foram depositados em jornais ou sacos de papel biodegradáveis, sem nenhum plástico, para facilitar a degradação dos resíduos pela natureza. Deu certo.
Na subida final ao cume existe uma via ferrata que precisa ser melhorada para facilitar o acesso por que não tem muita experiência. Também substituir as correntes extremamente apertadas na pedra, que por isso são quase impossíveis de usá-las com segurança. Substituir as cordas presas em arbustos frágeis e fixá-las em grampos ou estacas metálicas fincadas na rocha.
E, a principal das recomendações, ou reivindicações, que podemos citar é que o modelo de permissão de acesso ao Yaripo não seja em formato de exclusividade para agencias, mas também aberto aos centros excursionistas que desejem levar seus membros para as duas montanhas mais altas do Brasil. Estas organizações sem fins lucrativos são referências no montanhismo e têm décadas de experiência e expertise em expedições e aventuras muito mais complexas que a do Yaripo.
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